Portugal na final e Rego no topo da artilharia
Portugal carimbou esta quinta-feira o passaporte para a final do Torneio Maurice Revello, o prestigiado Torneio de Toulon, ao golear o Canadá por 6-1. O resultado garantiu o primeiro lugar do grupo B e marcou encontro com a Tunísia no jogo decisivo de domingo, 13 de junho. Mas se a vitória coletiva brilhou, houve um nome que roubou a cena: João Rego. O médio-ofensivo do Benfica bisou frente aos canadianos e chegou aos 5 golos em 4 jogos, tornando-se isolado no topo da lista de melhores marcadores da competição. Ninguém, até agora, superou a marca do jovem de 20 anos natural de Ourique. É mais do que números. É afirmação.
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A grande diferença de João Rego neste torneio está na posição. No Benfica B e quando apareceu na equipa principal, jogou mais recuado, como médio centro ou interior. Em Toulon, o selecionador apostou nele mais adiantado, quase como segundo avançado. E a resposta foi imediata: dois golos frente ao Japão, um contra a Venezuela e agora dois frente ao Canadá. O talento para chegar à área, a leitura de jogo e a frieza na finalização apareceram. Aos 20 anos, com contrato até 2030, Rego mostra maturidade tática rara para a idade. Jogar fora da zona de conforto e render mais. Essa é a marca de quem quer crescer.
O timing não podia ser melhor. João Rego termina Toulon no domingo e vai direto de férias, que só começam após a final. O regresso é à pré-época do Benfica, onde Marco Silva vai começar a montar o plantel 2026/27. Na época que terminou, o médio somou 14 jogos pela equipa A e marcou 1 golo, mas jogou apenas 182 minutos. Pouco para quem já demonstrou qualidade na Liga Portugal 2 e agora brilha internacionalmente. Com mercado no estrangeiro, Rego tem agora argumentos fortes para pedir mais minutos na Luz. A decisão está nas mãos de Marco Silva. E o que Rego fez em França é um currículo falado em campo.
Esta seleção de sub-20 não está em Toulon só para competir. Está para vencer. Portugal já conquistou o torneio 3 vezes: 1992, 2001 e 2003. Com João Rego a liderar ofensivamente e uma geração que respira confiança, a quarta taça é objetivo real. O duelo com a Tunísia na final será o teste final. Para Rego, porém, a vitória já começou. Ele deixou Toulon com o estatuto de referência, de jogador que decide jogos. E isso, no futebol de hoje, vale mais do que qualquer discurso. O Benfica tem ali um ativo. Portugal tem ali um nome para o futuro. E o futebol português, mais uma razão para acreditar.



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