Pechincha do Dragão: 3,75 milhões por um jogador de seleção
Chegou em agosto de 2025 quase sem ruído. Mas Pablo Rosario já está a cair no goto da massa portista. O médio dominicano custou 3,75 milhões de euros ao Nice, mais 500 mil em objetivos, e assinou até 2029. Os franceses ficaram com 15% de uma futura venda. Pechincha? Pelos números e pela polivalência, parece.
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O que fechou o negócio foi Farioli. O treinador italiano treinou Rosario no Nice em 2023/24 e pediu-o de bandeja pra Alvalade. Quando um técnico bate tanto o pé por um jogador, é porque sabe o que ele dá dentro do balneário. E Rosario não dececionou nas primeiras semanas: entrega, disciplina tática e vontade de correr por todos. Chamar-lhe só médio defensivo é pouco. Pablo Rosario é trinco de raiz, mas entra a interior, lateral direito, lateral esquerdo e até a central se for preciso. Daí o "canivete suíço". É aquele jogador que o treinador olha pro banco e sabe que resolve 3 problemas com 1 substituição.
Com 28 anos e 377 jogos na Europa, ele traz rodagem. Passou por Ajax, PSV e fez 149 jogos no Nice. Internacional pela República Dominicana, conhece pressão. No Porto vai intercalar com Alan Varela na posição 6, mas a ideia é mais ampla. Farioli quer flexibilidade tática e Rosario dá isso sem fazer barulho.
Onde ele vai fazer mesmo diferença é na Liga Europa. A prova pede rotatividade, físico e jogadores que não quebram com o ritmo. Rosario é desses. Confiança a 100% do treinador porque já jogaram juntos. Sabe o que Farioli pede e executa sem inventar.
Fora do campo, também soma. No Olival falam dele como voz ativa no balneário. Jogador que puxa pelo grupo, defende o coletivo e não cria caso. Perfil 100% FC Porto. Não é craque de dribles, é craque de compromisso. E em épocas longas, isso vale ouro.
Aos 28 anos, Rosario não é aposta pro futuro. É rendimento pro presente. Por 3,75M o Porto contrata experiência, polivalência e um jogador que Farioli conhece como ninguém. Se o dominicano render metade do que rendeu no Nice, o Dragão fechou um dos melhores negócios da janela.
O objetivo é claro: dar profundidade ao plantel e atacar todas as frentes. Liga, Taça e Europa. Com Rosario, Farioli ganha um jogador que não discute posição, cumpre missão e treina como se fosse titular. É isso que faz campeões.



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