Deniz Gul escolhe a Turquia e fala de raízes, tradição e sonho do Mundial 2026 Deniz Gul escolhe a Turquia e fala de raízes, tradição e sonho do Mundial 2026
ATUALIZAÇÕES 2026 ▶

Deniz Gul escolhe a Turquia e fala de raízes, tradição e sonho do Mundial 2026

Deniz Gul vai realizar o sonho de criança no Mundial 2026. Em declarações à Sport TV, o avançado do FC Porto confirmou que representar a Turquia era o seu objetivo desde pequeno, apesar de ter nascido e crescido na Suécia. Filho de pai turco e mãe sueca, o jogador de 21 anos explicou que a ligação às raízes paternas sempre falou mais alto. Falava turco em casa, manteve os costumes e, quando surgiu a oportunidade de mudar, não hesitou. A Turquia não vai a um Mundial desde 2002, ano em que Gul ainda não tinha nascido, mas ele vê potencial nesta geração.
A escolha entre Turquia e Suécia foi de coração. Gul chegou a vestir a camisola das seleções jovens suecas, mas a preferência pela terra do pai prevaleceu. “Vou ser honesto, sempre quis jogar pela Turquia desde que era miúdo e, quando tive a oportunidade de mudar, fi-lo”, afirmou. Guarda gratidão pela formação na Suécia, mas sente que cumpre o “sonho do Mundial” pelo país certo. Mesmo a viver no Porto, mantém vivas as tradições: tem kolonya, spray de álcool perfumado típico turco, à entrada de casa para receber convidados.
Fora de campo, a cultura turca marca o dia a dia de Gul. A gastronomia é a maior saudade: destaca o Adana Kebab, carne de borrego grelhada e condimentada, como prato que “todos deveriam provar”. Em campo, o foco está no futuro. O avançado acredita que a Turquia “pode passar o grupo” em 2026, apesar das dificuldades da competição. Para ele, chegar ao Mundial já é a concretização de uma meta pessoal antiga. Olhando para a história, aponta as meias-finais de 2002 como o “ponto mais alto de sempre” e elege Hakan Şükür como a grande referência: “o herói dessa era”.

Com Gul, a Turquia ganha um 9 jovem, ligado às raízes e motivado pelo contexto histórico. Nascido em Estocolmo, formado na Suécia e agora protagonista no FC Porto, ele carrega a responsabilidade de ajudar a seleção a voltar aos 32-avos de final 24 anos depois. Se cumprir o que promete, a história de 2002 pode ganhar um novo capítulo. O Mundial 2026 será a primeira Copa da sua vida e, como diz, do “país certo”.

Enviar um comentário

0 Comentários